ENTREVISTA COM A ARTISTA (PINTORA) EVA CAVALCANTE

 

Refrações arte contemporânea em Alagoas deu inicio a exposição no dia 30 de março e estendendo-se até o dia 28 de maio, tendo seu funcionamento na 2ª, 4ª, 6ª das 8h30 às 12h30/ 14h às 18h e 3ª e 5ª das 8h30 às 12h30/14h às 20h. O evento está sendo realizado na Pinacoteca Universitária, localizada no Espaço Cultural Universitário Salomão de Barros Lima Pç. Visconde de Sinimbu, 206 – Centro CEP 57020- 720 Maceió- Al.

A exposição Refrações arte contemporânea em Alagoas, conta com a presença de 17 artistas, com a arte: tela, fotografia, performance, vídeos e moda. Celso Brandão, Francisco Oiticica, Renata Voss, Delson Uchôa AP 401, Marta Emília, Suel, Vera Gamma, Martha Araújo, DDaniela Aguiar, Paulo Santo, Pedro Lucena, Saudáveis Subversivos, Rogério Gomes, Ana Glafira, Eva Cavalcante, Tchello D’ Barros. Curadores: Bitu Cassundé, Clarissa Diniz, e a Diretora da Pinacoteca: Geisa Brayner. O evento pôde contar ainda com a presença dos Patrocinadores: Rei dos Parafusos, Pac- Lar – Seu Patrimônio em suas mãos, Casas Jardim- Tintas e Construções, Coca-Cola, Papelaria Radiante, Restaurante- Maria Castanha, Hotel- Ponta Verde. Além desses participantes, tivemos a honra de receber a Reitora Ana Dayse e o Secretário do Governo Téo Villela, Osvaldo Viégas.

            Várias Obras de Arte foram expostas na Pinacoteca Universitária e dentre elas podemos destacar a obra de Eva Cavalcante, Rogério Gomes e Ana Glafira. Esses artistas têm suas obras em comum, levando em consideração a “forma”, é uma identificação por terem as mesmas características, e os mesmos buscam dialogar, interagirem entre si. A artista Ana Glafira fala de como sua obra se identifica com a obra de Rogério Gomes. “Sua ligação é uma questão principal da geometria, e tem como principal abstração e ligação com a Gestalt. Gostava de observar as pinturas de Rogério quando criança e que as obras dele tem uma ligação muito forte com a abstração geométrica, essa ligação não é o figurativo, trata-se da Gestalt da forma, várias possibilidades está sendo usada como exemplo, faz o uso da Gestalt na fotografia, trabalha com a forma. Isso é o que liga nossa obra, as questões da forma geométrica, o concretismo, neoconcretismo, uma pista da psicologia como forma”. Da mesma forma, Eva Cavalcante tem sua identificação com Rogério Gomes, ela coloca que “dialogamos na questão formal".

ENTREVISTA: Eva Cavalcante – Artista

Em 30 de março de 2010, Alan Nascimento- Acadêmico de Jornalismo.

 

Eva Maria Costa Cavalcante, conhecida como Eva Cavalcante, nasceu no ano de 1948, em Cajueiro, Estado de Alagoas. Aos 7 anos de idade, já tinha interesse em gravuras e colagem de tecidos, na loja do pai. Aos 15 anos estudava desenhos na residência de dona Santa Holanda, no Centro da cidade. E aos 32 anos começou a estudar artes na Escola de Artes Visuais (Parque Lage), no Rio de Janeiro. Graduada em História no ano de 2005, e pós-graduada em Geo - História em 2007. Foi professora de Arte Educação no Projeto Ateliê aberto do SESC- Maceió. Têm várias exposições coletivas e algumas individuais. Como: Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Fundação Teatro Deodoro (FUNTED), em Maceió e na Galeria do SESC, dentre outras.

Alan Nascimento: Com que idade você iniciou sua obra de arte?

Eva Cavalcante: Aos sete anos de idade eu já tinha o interesse por gravuras, que vinham coladas nas embalagens de tecidos da loja do meu pai. Aos quinze anos, estudava desenho com dona Santa Holanda, na casa dela, localizada na Rua Boa Vista, no Centro da cidade. E aos trinta e dois anos, comecei a estudar arte, na Escola de Artes Visuais (Parque Lage) no Rio de Janeiro.

Alan: A pintura na sua concepção constitui uma necessidade, vocação ou exigência?

Eva: Ela não é só uma vocação, ela é uma necessidade interna, a quem se propõe a fazer arte.

Alan: Quantas obras você realizou até o presente momento?

Eva: Bastantes obras não têm um número exato, porque muitas ficaram no Rio de Janeiro.

Alan: Qual de suas obras foi considerada a mais impactante?

Eva: Eu não posso dizer a melhor, talvez a primeira que me impulsionou no inicio do meu processo, e a primeira obra foi um objeto que apontou caminhos para a pintura. Foi uma obra feita a partir de fragmentos de madeira, onde encontrei a consciência da forma e reflexões sobre outras coisas, que me levou a pensar outras coisas.

Alan: Dentre as obras realizadas por você, qual a que te marcou mais?

Eva: “Espelho”, observei que o processo de pintura era inacabado, quando eu me enxerguei.

Alan: Você acredita que a arte de pintar é um dom, ou qualquer pessoa pode aprender a desenvolver?

Eva: Eu acho que quando você tem interesse pelo que faz, esse dom é algo inerente.

Alan: Você se inspira em algum outro pintor famoso?

Eva: Eu tenho muitas referências, por exemplo: William de konning, Matisse,  Picasso e Duchamp.

Ala: Como você define a arte de pintar?

Eva: Existem tantas formas de definir a arte de pintar são tantas. “Se aproxima da vida” (Eva Cavalcante).

Alan: Em sua opinião, qual o pintor que você considera o gênio da arte?

Eva: São muitos, Da Vinci, Picasso, Cezane e Duchamp.

Alan: Você acredita que o pintor se inspira em sua própria vida, para dar beleza a sua arte?

Eva: Poderá ter referências próprias.

Alan: O que você diz sobre Leonardo da Vinci?

Eva:  É um dos  mais completo.

Alan: Quanto tempo você leva para pintar uma obra?

Eva: Não existe tempo definido, mas, posso demorar dois a três meses ou um ano, depende muito.

Alan: Você sempre gostou de pintar ou foi influenciada por alguém?

Eva: Não fui influenciada, tive incentivos.

Alan: È possível um pintor viver só da arte?

Eva: È possível sim, alguns pintores vivem só de seu trabalho,não é o meu caso, tenho outras formas de sobreviver.

Alan: Você acredita que o povo brasileiro tem cultura artística?

Eva:  O povo brasileiro é um artista por natureza, mais  precisa ser  incentivado, a escola atualmente está fazendo esse papel, mais precisa de grandes incentivos..

Ala: Que reações a sua obra pode despertar nas pessoas?

Eva: Eu espero que a interação com o público possa despertar percepção e sensibilidade.

Alan: O que pretende transmitir com sua obra?

Eva: Eu gostaria que as pessoas se sentissem livres, libertas em sua concepção.

Alan: A arte na atualidade sofre de alguma forma os efeitos da cultura de massas?

Eva: Uma boa parte da arte está passando um processo de massificação e o mundo da arte, ela tem uma influência sobre este feito.

Alan: Qual o seu público-alvo?

Eva: Acho que todas as pessoas que gostam de arte, e aquelas que têm uma oportunidade de chegar às exposições.

Alan: Para terminar, você poderia concluir essa entrevista com uma frase que define a sua arte?

Eva: Há na arte tantas sutilezas, meu trabalho é um processo, estou sempre buscando.

 

Eva Cavalcante

1-      Sem título, 1988.

Óleo sobre tela, 30x30 cm

Coleção da artista

2-      Sem título, 1989.

Óleo sobre tela, 30x30 cm

Coleção da artista

3-      Sem título, 199

Óleo sobre tela, 30x30 cm

Coleção da artista

4-      Eu amo Romanito, 2001.

Acrílica e pigmento industrial sobre tela, 35x29 cm

Coleção da artista

Rogério Gomes

Sem titulo, 1992

Acrílica sobre tela, 248x 171 cm.

ROGÉRIO GOMES

Paisagem, 1983.

Colagem e acrílica sobre tela em Eucatex, 45x61cm.

Coleção do artista

Paisagem 1983.

Colagem e acrílica sobre tela em Eucatex, 54x81 cm.

Coleção do artista

Paisagem 1983.

Colagem e acrílica sobre tela em Eucatex, 45,5 x 61 cm.

Coleção do artista

ANA GLAFIRA

ANA GLAFIRA, EVA CAVALCANTE E ALAN NASCIMENTO

 

DIRETORA DA PINACOTECA UNIVERSITÁRIA: GEÍSA  BRAYNER

 PATROCINADORES

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL :

ALAN  NASCIMENTO E A REITORA ANA DAYSE 

ALAN NASCIMENTO E O SECRETÁRIO DE CULTURA DO ESTADO OSVALDO VIÉGAS

 

REITORA ANA DAYSE E SECRETÁRIO DE CULTURA OSVALDO VIÉGAS

 

 

sábado 03 abril 2010 11:37 , em Entrevistas


Entrevista com o Acadêmico de Jornalismo Udson

Udson Pinheiro Araújo concedeu uma entrevista ao colunista (do caderno Cultura) e repórter Alan Nascimento, do Jornal A QUEDA, onde faz abordagens bem contundentes sobre a falta de investimento e incentivo aos próprios alunos-atores do núcleo cultural, da instituição  FECOM-CESMAC.

                         ENTREVISTA

 

         Alan Nascimento - O que você acha que a instituição poderia fazer com relação ás artes na faculdade?

         Udson Pinheiro Araújo – Já temos artistas aqui e seria interessante, um festival universitário de artes. No caso das TVs que foram instaladas no pátio do FECOM- Poderia se colocar matérias da agenda cultural (Produzida pelos estudantes), promover noites culturais, trazendo artistas para faculdade e o Cine-Clube na instituição.

AN- Em sua opinião deveria haver concurso interno para revelar poetas, escritores, e artistas plásticos na instituição?

UPA- É interessante por um lado, pois incentivo a produção cultural, mas, falta um dinamismo maior entre as faculdades, ou seja, uma troca entre as faculdades seria mais interessante e, festivais que não fosse competitivo, priorizassem mais a troca sem competição.

AN- Você acha importante a instituição ter cuidado com essa parte cultural?

UPA- Extremamente importante fomentar essa parte, em crescimento acadêmico e artístico.

AN- Na sua compreensão acadêmica, deveria se criar um núcleo de teatro dentro da instituição?

UPA- Já existe uma extensão em teatro na instituição; e já produziram duas peças: “Calabar” e a outra no momento não me recordam. E que poderia ser expandido para danças, artes plásticas e áudio visual. Material humano tem muito, o que falta realmente é uma comunicação efetiva, com os acadêmicos dentro da faculdade.

AN- Existe verba específica, que a instituição repassa para esse núcleo?

UPA- Existe uma equipe que trabalha com os atores, que são formados por estudantes e pessoal da comunidade; e é importante que ela invista mais e criando outros programas, enriquecendo mais a nossa formação até porque ela é uma fundação filantrópica e esse dinheiro que a gente paga é para ser revertida em qualidade de ensino, além do mais, a instituição não paga impostos e não deveria visar o lucro.

 

 

                  

segunda 08 junho 2009 17:34 , em Entrevistas


Preservação do Meio Ambiente

Blog de alannascimento :Jornalismo em Foco, Preservação do Meio Ambiente

Mais de 800 mudas de Árvores são Plantadas no  Cepa

SEBRAE busca reverter danos causados a natureza

 

         Alan Nascimento  

         O dia Mundial do Meio Ambiente foi comemorado nesta sexta-feira dia 05 de junho, e teve a participação do SEBRAE, que celebrou este momento especial, promovendo o plantio de 400 mudas de árvores no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada. As outras 400 foram plantadas em outras localidades de Maceió/ Al. Essa ação foi realizada com o objetivo de compensar o impacto que suas atividades causaram ao meio ambiente em 2008.

          No ano anterior, as ações realizadas pelo SEBRAE/AL, lançaram 122,95 toneladas de CO2 na camada de Ozônio. E para reparar os danos causados a natureza e ao meio ambiente, o SEBRAE estará plantando 800 mudas de árvores, quantidade suficiente para se livrar do transtorno causado. Isso, segundo organizações ambientais. 

            As plantas têm grande utilidade e importância ambiental, além de absorver carbono da atmosfera, preserva o solo, a água e a biodiversidade, ajudando assim, no desaceleramento do aquecimento global. Através de gestos simples podemos demonstrar responsabilidade e fazer a diferença, e isso foi o que o SEBRAE quis demonstrar.

 

domingo 07 junho 2009 18:36 , em Reportagem


Cláudia Leite e a Fé em Jesus Cristo

Blog de alannascimento :Jornalismo em Foco, Cláudia Leite e a Fé em Jesus Cristo

                                    EVANGÉLICA? NÃO!

A cantora nega ser crente, mas demonstra abertamente sua fé em Jesus Cristo

 

 Alan Nascimento

         O carnaval baiano tem como figura fácil, a cantora Cláudia Leite, do grupo Babado Novo, que realiza carnavais micaretas em fora de épocas. Seus trajes são sensuais, e seus repertórios de músicas, são duvidosos.

            Adora falar de Jesus Cristo, refere-se a ele como único e verdadeiro caminho. E em seus shows, convida seus fãs a lerem a Bíblia, que ela diz ser seu livro de cabeceira.

            A cantora, nega ter qualquer tipo de vínculo evangélico, mais relata ter estampado em seu peito, o nome de Jesus Cristo. Não sabe o porquê de cantar determinadas letras de música, e diz que não pode exigir os evangélicos de aceitá-la, isso seria vaidade.

            Entretanto, o fato de não freqüentar igrejas, ela diz fazer suas orações constantemente, e que a cada lugar que ela chega para cantar, se torna um templo do Senhor Jesus Cristo.

                          

domingo 07 junho 2009 18:30 , em Comentários


AMOR PELAS ARTES PLÁTICAS

Blog de alannascimento :Jornalismo em Foco, AMOR PELAS ARTES PLÁTICAS

O P E R F Í L completo de: Maria Goretti Brandão.

Maria Goretti Brandão, Mestra das Artes Plástica

                  

Goretti Brandão é natural de Pão de açúcar, cidade centenária do sertão alagoano, situada no baixo São Francisco. Descobriu o amor ao desenho, ainda menina, observando o seu pai fazê-los, em reproduções do cotidiano, cheios de cavalos e canoas.

Fez seus próprios rabiscos, que depois cresceram e ocuparam nela os seus espaços, acompanharam-na pela infância, atravessaram a adolescência, se fixaram como uma necessidade da alma ou o reflexo, feito de tintas e cores, do mundo apreendido. As Águas do São Francisco, as ruas de outros lugares, a diversidade dos caminhos, a estrada, as casas, as mulheres lavadeiras... Um universo próprio, mas completamente possível de ser compartilhado.

              São registros, que utiliza com simplicidade, pelo recurso que a arte possibilita à artista. É expressão, sentimento, movimento de dentro para fora, como para preservar em si mesma e nos outros, a história do seu próprio tempo, o olhar sobre a vida, a memória das coisas, enquanto elas ainda podem ser. E são possíveis.

Transporta para as telas, sem pretensões vanguardistas, sem necessariamente fazer suscitar discursos, sem seguir modismos. A expansão do seu repertório, seu desdobramento interior; sua emoção, a sensibilidade extravasada em pinceladas com características impressionistas.

Dá-se da mesma forma , quando a artista exercita o seu gosto pela escrita, tecendo com as letras, o mundo das palavras e na forma mágica delas, recriar e ratificar. Em ambiente meio autobiográfico, os afetos cotidianos, os cheiros caseiros, a linguagem simples das conversas em torno da mesa da cozinha; que está sempre remetendo à avaliação dos valores familiares que se vão extinguindo. “Exponho o que sinto, através das tintas e das palavras. Pego as tintas, misturo e crio outras.

 

 

domingo 07 junho 2009 18:13 , em Resenhas


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